segunda-feira, 31 de outubro de 2011


Todos os dias vemos tragédias se repetindo com as mortes em acidentes cada vez mais freqüentes. Nos fins de semana a mortandade aumenta com famílias inteiras tendo as vidas ceifadas nas ruas e estradas. É que sábado e domingo muitos enchem a cara, pegam o volante e saem para matar pessoas e morrerem. Chegando o final de ano , é como disse um vizinho que trabalha na funerária aqui perto de casa ( eu moro no Nova Gameleira ( BH/MG), perto do IML do estado de Minas Gerias, e de "quebra" perto de mais de 30 funerárias, ele afirmou; " Fim de ano, chuva , estrada esburacadas, motoristas alcoolizados e pressa, época de faturar." Ou seja, muitos defuntos, muitos irresponsáveis que saem pra provocar acidentes.

Eu escrevi a palavra “acidentes”, mas na verdade a maioria não são acidentes e sim desastres previsíveis, pois se não são causados por motorista bêbados ou por excesso de velocidade, são por veículos sem condições de trafegar. Pra se ter idéia do que estou falando , segundo o IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) morrem cerca de 100 pessoas por dia envolvidas em acidentes de trânsito, um numero assustador.

O componente agravante das três causas dos desastres é a inércia do poder público. Não há fiscalização, não há policiamento e pouco controles eletrônicos. Total descaso. As carretas são verdadeiros tanques de guerra dirigidos muitas vezes por motoristas “emboletados”, sobre efeitos de remédio para manter-se acordados, com cargas que deveriam ser levadas por trens. As fiscalizações não são eficientes, e o os bêbados continuam dirigindo suas máquinas de matar.
O Brasil tem o quinto maior número de mortes no trânsito no mundo. O alerta é da Organização Mundial da Saúde (OMS) que nesta semana publica o maior estudo já realizado sobre o impacto dos acidentes de carros para a saúde. Hoje, os acidentes nas estradas já são a décima maior causa de mortes no mundo. Para que pudesse comparar todos os países, a OMS se utilizou os últimos dados disponíveis, que são de 2007.
No caso do Brasil, as mortes chegaram a 35,1 mil naquele ano. Em termos absolutos, o número só perde para as mortes em quatro outros países.Segundo a OMS, os acidentes de trânsito matam 1,2 milhão de pessoas por ano, e metade delas não estava sequer de carro. São pedestres, ciclistas e motociclistas. Cerca de 584 mil pedestres e ciclistas morrem por ano, 46% do total das mortes. Na região do Sudeste ,60% das mortes no trânsito envolvem pessoas que sequer têm um carro. Entre as pessoas de 10 a 24 anos, os acidentes hoje são a principal causa de morte no mundo. No total, 50 milhões de pessoas ainda sofrem algum tipo de acidente de trânsito, mas sobrevivem. São dados oficias da OMS ( Organização Mundia da saúde).

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