"No passado os relacionamentos eram mais lento, muitas vezes demorávamos anos para conhecer alguém diferente, alguém de longe, escreviamos cartas, mandavam recado, mais avançado era uma ligação na ficha de telefone público ( sim, eu cheguei a usa-las) hoje, de dentro de nossa casa em poucos minutos podemos encontrar, contatar e fazer novos amigos em qualquer lugar do mundo, alguns mais afoitos se namoram, noivam-se e se casam. Vão para programas de televisão dizer como "o amor virtual pode dar certo", e que através da internet conheceram pessoas que mudaram suas histórias. Eu também conheci pessoas bacanas na internet, fiz amizades, conheci pessoas que me fazem feliz ( elas saberão quem são), mas a realidade, no fundo, a verdade in natura não é toda essa. A internet é sem dúvidas hoje, a maior evolução no contexto do relacionamento humano. Mas trás junto um perigo, em excesso, a internet prejudica e muito. As pessoas estão deixando de viver suas próprias vidas de uma maneira natural, deixando de lado hábitos muito simples como ir ao cinema, sair pra jantar ou simplesmente praticar exercícios físicos. Escrever uma carta, ler um livro, é tido como perda de tempo. Pra quê comprar um livro, se na internet posso baixa-lo de graça? Ir no cinema? Bobeira, na internet eu baixo os filmes que nem estrearam ainda. Músicas, a na internet tem todas! Sair pra quê? Na internet faço amigos, nas salas de bate papo conheço pessoas interessantes, sem gastar nenhum centavo! E por ai se vão os valores, se vão os relacionamentos de verdade. Só quem compra um, sabe o quão prazeroso é sentir o cheiro do livro novo, a ansiedade de folhear página por página, só quem compra um CD sabe o gostinho que é abri-lo e descobrir que ali dentro tem outras musicas, além daquela que todo mundo conhece, poder ouvi-lo no som da sala, em um domingo calmo de chuva mansa lá fora! Sair por ai de bobeira, andar nos parques, caminhar nas praias, pedalar, jogar bola, ir na academia, ir nas filas do cinema, teatro, comprar pipoca, ver aquele filme na estreia, conhecer pessoas, namorar olhando no olho, sentir o coração pulsando forte quando encontrar aquela "paquera" dos sonhos, isso tudo não pode fazer parte um passado, ser uma nostalgia, hábitos simples que salvam vidas de uma depressão, uma foça em que a internet empurra todos os dias milhares de pessoas, transformando crianças , jovens e adultos em "bichos obesos", totalmente anti social! E o número de adeptos á Internet maléfica cresce de maneira alastrante, uma vez que a influência da mídia pode iludir os usuários a permanecer muito mais tempo que o necessário a fim de usar seus produtos e visitar sites desprovidos de teor cultural. Pessoas trocando uma vida real, por uma vida virtual, enganosa.
É claro que a Internet é uma hábil ferramenta de trabalho e acesso a cultura, isso é algo que não se pode negar. Mas a partir do momento em que começa a denegrir a integridade física e psicológica do internauta, esse bem da humanidade pode se tornar um mau irreparável. Para evitar qualquer tipo de danos a saúde física ou mental não existe um tempo limite para ficar na frente do computador. Mas as pessoas precisam ter um controle. Os pais devem vigiar rigorosamente o tempo, e oque os filhos estão acessando na rede. Para crianças, o ideal seria estabelecer regras claras e um tempo limite para que não haja excessos. Talvez 45 minutos, a uma hora. Para jovens talvez duas ou três horas de utilização da internet no máximo. Mas isso vai depender das regras que os pais impõem aos filhos, ensinando-os que eles podem utilizar a internet como forma de entretenimento, informação e trabalho, mas que tudo precisa de limites para que não haja um abuso na utilização das novas tecnologias. E os próprios pais precisam se policiar, o exemplo vem de cima!
A Internet não pode substituir uma vida normal... Pra quem acha que isso é conversa fiada, de gente recalcada, que é contra os avanços tecnológicos, vai um recado, de uma música, que estou escutando aqui, um CD que comprei agora pouco, quando saía do cinema..."
"Nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia. Tudo passa, tudo sempre passará... Tudo que se vê, não é igual que a agente viu em um segundo... Não adianta fugir, nem mentir pra si mesmo...Há tanta vida lá fora...Aqui dentro sempre... Há tanta vida lá fora!"
Trecho da música de; Lulu Santos - Composição Lulu Santos e Nelson Motta

Seu texto difere do meu em relação a não sair da virtualidade as relações, em meu artigo falo do lado oposto disso...interessante esse contraste entre meu artigo e o seu texto...enriquece muito e se completam..
ResponderExcluirSei não... Penso que a internet faz parte da vida normal das pessoas. Como é um recurso relativamente novo, nem todos ainda aprenderam a dosá-lo! Não vejo tanto mal assim nela e nas vantagens que proporciona. Estar lendo seu texto, por exemplo, é uma delas. Discutir um assunto é outro exemplo. Internet é cultura de primeira qualidade também, tal como o cinema e o CD. Penso que quando o rádio ou a televisão surgiram também causou tal reboliço. Mas nada como o tempo para acertar essas arestas. Aos pais cabem sim mostrar as vantagens dos parquinhos, o ar fresco das manhãs... Concordo. Mas nada de horários rígidos. Há vida lá fora sim. Mas há vida por aqui também, meu amigo Vander Miguel, que se não fosse a internet, eu não teria tido o grande prazer de tê-lo na minha vida!
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